A Autoridade Tributária negou que funcionários das Alfândegas estivessem envolvidos no caso de droga apreendida no Aeroporto de Maputo. Em causa estão mais de três toneladas e meia de droga disfarçada de vitaminas.
Moçambique continua na rota do tráfico internacional de drogas. Em comunicado que a STV teve acesso, a Autoridade Tributária negou categoricamente qualquer envolvimento dos seus agentes na rede de narcotráfico que tentava introduzir no País 3750 quilogramas de drogas.
Esta ocorrência surge em resposta direta às acusações do Serviço Nacional de Investigação Criminal que, recorde-se, veio a público colocar em xeque a integridade dos homens das Alfândegas, alegando que estes foram recrutados para facilitar a entrada da referida carga no território nacional.
Segundo a AT, a Unidade Conjunta de Controlo de Mercadorias, composta pelas Alfândegas, a Polícia e Administração Nacional das Áreas de Conservação desconfiou o perfil do importador e travou a carga no dia 7 de Junho.
O proprietário da droga foi notificado para acompanhar no exame físico dos produtos suspeitos, mas não deu a cara. Por isso, a companhia aérea responsável pelo transporte foi convocada para a verificação no dia 12 de Junho.
Na resposta da análise laboratorial, que confirmou tratar-se de substância ilícita, ou melhor, de droga, o produto foi formalmente entregue ao Serviço Nacional de Investigação Criminal para os trâmites da investigação criminal.
Embora rejeite o envolvimento dos seus funcionários sem esquema, a Autoridade Tributária admitiu que, caso seja provado o envolvimento individual dos seus funcionários, tal conduta não terá sido praticada no exercício das funções.