Dois morreram jovens, crivados de balas, no princípio da tarde desta segunda-feira, no bairro Khongolote, no município da Matola. A PRM na província de Maputo confirma a ocorrência, mas desconhece a identidade das vítimas e dos meliantes.
Este é o segundo caso de morte a tiros na via pública, em menos de 10 dias, no município da Matola.
Os jovens encontraram a morte dentro de uma viatura, por indivíduos até aqui desconhecidos. O crime aconteceu numa zona baldia, na via que liga Maputo e Matola, próximo à paragem de Molumbela.
Através de imagens amadoras foi possível contabilizar pelo menos 12 buracos que se supõem que sejam de balas saídas das armas usadas na ação, que “gelou” o bairro.
No local, o Serviço Nacional de Investigação Criminal removeu tudo: os corpos, a viatura e as cápsulas, mas o que não conseguiu tirar é a lembrança angustiante de dois jovens sucunbindo da mente dos moradores de Khongolote.
Os meliantes, em número de dois, sequer se deram o trabalho de tapar os rostos, um ato de muita confiança, conforme relatam testemunhas.
“Eu vi um carro preto que estava à frente. Aquele carro preto estava andando nas calmas, só que logo de repente atrás veio um outro carro branco, um Mark x. Chegou logo e bloqueou aquele carro preto. De repente veio dois homens que estavam dentro do carro com AKPM, logo conseguiram a dar tiros. Aquele carro, o branco logo saiu”.
A testemunha desabafa, visivelmente transtornado.
“É uma coisa que nessa zona nunca aconteceu. Aquilo acontece pela primeira vez, porque noutros casos registramos ações de “homens catana”, roubo de telefone, mas aquele tipo de coisas aqui nessa zona, nunca”.
Os meliantes, em número de dois, sequer se deram o trabalho de tapar os rostos, um ato de muita confiança.
“Aqueles homens, antes de eles saírem, primeiro pararam para confirmar se os corpos estavam sem vida. Eles não estavam encapuzados. Eu pessoalmente quis que fossem homens do Sernic e que aquele carro preto estava em fuga. Só asssustei com os tiros.
O local onde ocorreu o crime é isolado, mas houve quem viu tudo, que preferia não ter visto.
“O motorista é que estava morto, mas aquele outro ainda estava em vida. Quando foram, Então fomos lá ver que esse aqui já havia morto, mas o outro ainda estava em vida, mas depois acabou morrendo. É, até agora eu não me sinto bem.
A Polícia da República de Moçambique, ao nível da província de Maputo, confirma a ocorrência deste crime. No entanto, ainda não há detalhes sobre a identidade dos jovens assassinados, muito menos dos que perpetraram o crime. Prometendo pronunciar-se nos próximos dias.