O Governo anunciou que vai investir cerca de 700 milhões de meticais nas residências de infra-estruturas públicas destruídas durante as manifestações pós-eleitorais de 2024-2025, em diversas regiões do país.
Segundo o Executivo, os danos resultantes da violência afectaram severamente escolas, unidades sanitárias, tribunais, secretarias distritais e outras instituições públicas essenciais, além de infra-estruturas privadas, em novas províncias, nomeadamente: Nampula, Tete, Zambézia, Gaza, Cabo Delgado, Província de Maputo, Cidade de Maputo, Manica e Inhambane.
As autoridades explicaram que o reforço da dotação para investimento público interno, avaliado em mais de 3 mil milhões de meticais, resulta principalmente dos impactos provocados por eventos climáticos extremos, como cheias, inundações e ciclones, bem como pela destruição causada durante os protestos pós-eleitorais.
O porta-voz do Governo, Inocêncio Impissa, lamentou que os recursos agora destinados à reposição de infra-estruturas destruídas pudessem ter sido aplicados em novos projectos de desenvolvimento, como construção de salas de aula, aquisição de carteiras escolares, expansão de unidades sanitárias, fornecimento de medicamentos, água potável e energia.
“O montante servirá apenas para reportar o que já temos e que decidimos destruir”, referiu, reiterando que a violência “nunca traz resultados positivos”.
Entretanto, o plano global de vigilância das infra-estruturas destruídas está avaliado em cerca de 2,3 mil milhões de meticais, embora, para este ano, apenas 700 milhões tenham sido atribuídos devido a limitações orçamentais.
Impissa abordou os impactos da guerra no Médio Oriente sobre a economia nacional, destacando o aumento da volatilidade dos preços dos combustíveis e o agravamento do custo de vida.
O Executivo anunciou medidas igualmente de austeridade e apelou à população para apostar em hortas caseiras como forma de reduzir a dependência de produtos importados.
O Governo avançou ainda com a criação do Banco de Desenvolvimento de Moçambique, instituição que terá como missão financiar projetos estratégicos ligados à industrialização, infraestruturas, agroindústria e resiliência climática.